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O Opinião

Trump, o senhor da guerra que se segue?

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A história recente dos EUA está repleta de períodos conturbados no que respeita a conflitos bélicos na Ásia.

Em 25 de Junho de 1950, a Coreia do Norte, apoiada pelos soviéticos e chineses invadiu a Coreia do Sul tendo os EUA, sob cobertura da ONU, apoiado a Coreia do Sul. Em 1948 o Departamento de Estado dos EUA decidira criar, no paralelo 38, uma fronteira dividindo as Coreias…

Em 1964, no Golfo de Tonkin, um contratorpedeiro americano terá sido supostamente atacado por embarcações norte-vietnamitas. Os EUA, que desde 1961 já apoiavam o Vietname do Sul, em 1965 aumentam exponencialmente a sua presença militar na região, contra o Vietname do Norte que pretendia a unificação do país.

Em 22 de Setembro de 1980 o Iraque invadiu o Irão tendo este contra-atacado em 1982. O governo republicano americano apoiou o Iraque…

Em 7 de Outubro de 2001, o governo republicano americano decide invadir o Afeganistão, desta vez à revelia da ONU, tendo como pressuposto a participação talibã nos atentados de 11 de Setembro de 2001. Durante a primeira guerra do Afeganistão, entre 1979 e 1989, os EUA haviam apoiado os rebeldes afegãos, mujahidins, contra o Governo afegão apoiado pelos russos.

Em 20 de Março de 2003, o governo americano, novamente republicano, decidiu invadir o Iraque, também sem o acordo da ONU, sob o pretexto de possuírem armas de destruição maciça…

Agora, na Síria, existem suspeitas que os EUA tenham apoiado o Daesh na guerra contra o poder sírio apoiado pelos russos. Fruto desta guerra são os milhões de refugiados que buscam a paz na Europa. Será que o principal objetivo americano era provocar a divisão da Europa nesta questão? Poderá o seu protetorado inglês, com o seu Brexit, apoiá-los neste possível objetivo?

Ressabiamentos, divisões, suposições, traições e falsidades têm sido o principal contributo americano para a paz mundial nesta região nas últimas décadas.

Desde que o também republicano Trump tomou posse como presidente americano que suas decisões têm sido tudo menos consensuais. Logo no início do seu mandato rasgou o Acordo de Paris sobre o clima sob o pretexto de ser um acordo prejudicial para o país… Também a nova reforma fiscal de Trump privilegia as empresas e os ricos em detrimento dos mais pobres, dum enorme aumento do défice orçamental e dum menor apoio governamental para a saúde. Já a semana passada ordenou a maior redução de terras protegidas na história dos EUA e a mudança da sua embaixada de Telavive para Jerusalém sendo assim o primeiro país em todo o mundo a reconhecer Jerusalém como capital de Israel...

A nível internacional, a escalada de provocações entre EUA e Coreia do Norte não augura nada de bom para o nosso planeta. Não se trata de quem tem razão! Trata-se do nosso planeta! Este não pode estar entregue a dois loucos!

Esperemos que não exista um novo pressuposto, uma nova suposição, um novo pretexto ou meramente uma falsidade que desencadeie uma guerra nuclear desta vez sem retorno ao maltratado planeta que hoje, pelo menos, ainda permite a vida a cerca de 7.435 milhões de pessoas.

 

Luís Figueiredo

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