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O Opinião

Freguesias da Europa

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Em ano de eleições autárquicas será expectável que as problemáticas locais e as situações do quotidiano das pessoas sejam tema recorrente das notícias, opiniões e das atividades partidárias, certo? Não necessariamente.

 

Devido ao descrédito e desconfiança existente em torno da classe política por uma grande parte dos cidadãos, tem sido notório o desinteresse pela política nacional e ainda mais com a internacional, onde a expressão “isso é lá fora” é várias vezes aplicada.

 

Na realidade as decisões internacionais, nomeadamente ao nível da União Europeia, são cada vez mais determinantes para aquilo que acontece e se pode fazer em Portugal.

Ah e desenganem-se aqueles que pensam – “Quando for altura das Europeias, logo vejo.” – pois nessa altura não haverá tempo suficiente para perceber tudo e decidir em conformidade.

 

Cada vez mais o conceito de Aldeia global criado pelo filósofo Herbert Marshall McLuhan é uma realidade e é impossível ignorar que as distâncias estão cada vez mais curtas, logo um problema do outro lado do mundo é cada vez mais um problema que está do outro lado da estrada e que poderá a qualquer momento estar à porta da minha casa.

 

Desta forma torna-se necessário fazer chegar às populações de forma muito transparente e clara qual tem sido a importância que a União Europeia teve no desenvolvimento dos seus municípios e das suas freguesias.

 

Mas então, perguntam vocês, quando é que eu me devo queixar das obras prometidas que nunca foram feitas, ou dos espaços verdes em falta, das dificuldades de mobilidade ou da falta de higiene junto aos ecopontos? Agora é o momento, mas não deverá ser só em época de eleições. A participação deve ser regular e não apenas em alturas de eleições, pois será impossível ficar totalmente esclarecido nesta altura.

 

Mas então porque é que temos de incluir o tema da Europa agora? Por um lado uma boa parte dos investimentos existentes nos nossos municípios são parcialmente ou maioritariamente provenientes de fundos/apoios europeus, por outro lado ao termos consciência deste facto também as nossas críticas e ou propostas passam a ser mais informadas e seguramente mais úteis para promover a melhoria da comunidade em que vivemos e por fim ao estar a contribuir para melhorar o seu bairro vai com certeza influenciar a melhoria do bairro vizinho.

Se voltarmos a pensar no conceito da Aldeia global, é fácil pensar que todos fazemos parte de uma freguesia Europeia e eu como freguês desta freguesia não quero ver as questões europeias a serem postas de lado nestas eleições.

 

Um dos pilares do LIVRE é sem dúvida o europeísmo, é claro que ainda existe um grande caminho a percorrer para melhorar este enorme projeto de democracia, que deve servir para sanar conflitos e divisões e centrar-se na defesa dos direitos humanos e não fomentar a competitividade e resultados entre nações tendo por base apenas valores capitais.

Vamos melhorar a europa melhorando as suas freguesias.

 

Por Nuno Rolo

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